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Fotos “Fausto” por Carolinne Sagaz

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Espetáculo “Fausto” por Carolinne Sagaz

Laboratório Crítica Teatral
Espetáculo “Fausto”
Por Carolinne Sagaz

Fausto, perturbado e em crise existencial, anda sobre um tabuleiro de xadrez que representa sua vida. À medida que reflete sobre questões filosóficas, metafísicas e da própria personalidade, o tabuleiro vai sendo fragmentado pelo personagem. O monólogo, da Vai Cia de Teatro, foi criado a partir do texto “Fausto – Tragédia Subjectiva” de Fernando Pessoa. O espetáculo alterna momentos em que Fausto fala sozinho; em que fala no microfone para uma plateia (que não é a do espetáculo); em que ouve vozes. Com uma linguagem poética, o personagem mostra sentimentos paradoxais em relação à existência: tem horror de viver e horror de morrer, queria sentir e não sentir ao mesmo tempo. Perguntas como “Deus existe?”, “Temos alma?”, “Como surgiu o universo?” transpassam a mente de Fausto e são mostradas com ajuda da interação com audiovisual que ora mostra textos com questões diretas, ora mostra imagens abstratas que remetem ao universo. Os vídeos são complementados com a trilha sonora frenética e a luz fria, contrastando com silêncio e a iluminação quente dos outros momentos da peça.

“Uma Festa para Eulália” por Carolinne Sagaz

Laboratório Crítica Literária
Espetáculo “Uma Festa para Eulália”
Por Carolinne Sagaz

É o último dia de trabalho de Eulália; ela vai se aposentar. Enquanto questiona o sentido que a vida terá a partir de então e lamenta a “morte” da aposentadoria, seis amigas organizam uma festa para animá-la. “Uma Festa para Eulália”, do grupo joinvilense de Teatro Novo Tempo, é uma peça bem humorada, cheia de piadas clichês que se tornam engraçadas graças a boa construção das personagens e as interpretações singulares de todo o grupo. O Grupo Novo Tempo surgiu a partir de uma oficina ministrada, em 2003, para os aposentados pelo Instituto de Previdência dos Servidores de Joinville (Ipreville). O tema aposentadoria, e a crise existencial que costuma vir junto, é bem próximo da realidade das atrizes e foi escrito especialmente para o grupo. Em certos momentos, o espectador tem a sensação de que as mulheres no palco estão interpretando elas mesmas e de que alguns diálogos foram copiados metodicamente de cenas reais. A peça escorrega em alguns detalhes, como a iluminação alaranjada e quente numa cena que se passa sob a luz do luar, mas no geral agradou ao público e arrancou gargalhadas. Um bom exemplo de como a arte pode reintegrar as pessoas à vida e ter um caráter educativo.